- Lawletter
- Posts
- 🗣️ stf entre pastor e messias
🗣️ stf entre pastor e messias
e um dos dois já é réu
29/04/2026
quarta-feira
bom dia. hoje é um dia importante no STF. o Messias será sabatinado. não o da Bíblia. este aqui é o da AGU, que promete trazer acordos, segurança jurídica e, segundo a oposição, um pouco de censura também.

NA PAUTA DE HOJE…
⚖️ STF forma maioria para tornar Malafaia réu por injúria contra generais do Exército
🔍 STJ: bens fora do mandado judicial podem ser apreendidos se houver pertinência com a investigação
👨⚖️ Jorge Messias vai ao Senado disputar uma cadeira no STF
⚓ TST majora indenização de marinheiro para R$ 100 mil por falha no dever de socorro
♿ Concurseira com Parkinson reinserida em concurso após eliminação baseada em lei inconstitucional
⭐ Quer publicar seu artigo no Portal Lawletter? Clique aqui
💡 Quer impulsionar sua marca? Apareça na Lawletter
🎙️ EPISÓDIO NOVO NO AR!

DIREITO PENAL / LIBERDADE DE EXPRESSÃO
STF forma maioria para tornar Malafaia réu por injúria e rejeita calúnia

Créditos da imagem: Reprodução/YouTube Silas Malafaia Oficial
A Primeira Turma do STF formou maioria para receber a denúncia contra o pastor Silas Malafaia por injúria contra generais do Alto Comando do Exército. A calúnia foi rejeitada pelos ministros.
O caso tem origem em declarações públicas feitas por Malafaia contra oficiais do Exército. A Turma entendeu que o exercício da liberdade de expressão não confere imunidade absoluta para ataques direcionados à honra de autoridades no exercício da função. A injúria foi recebida porque as ofensas foram pessoais e diretas. A calúnia, que exige a imputação falsa de fato criminoso determinado, não teve elementos suficientes para prosperar.
Com o recebimento da denúncia, Malafaia passa oficialmente à condição de réu perante o STF.
📋 Para o advogado criminalista: o recebimento parcial da denúncia ilustra a distinção prática entre os dois tipos penais: injúria atinge a dignidade de forma genérica e dispensa a imputação de fato determinado; calúnia exige a atribuição específica de crime, com maior ônus probatório para a acusação. Manifestações públicas com conteúdo ofensivo pessoal não se protegem automaticamente pelo manto da liberdade de expressão.

APRESENTADO POR LAWLETTER CONCURSOS
275 por vaga e você ainda está estudando no escuro?
A maioria dos concurseiros começa pelo “como estudar”. Poucos começam pelo mais importante: qual edital vale a sua vida.

Giphy
Toda semana, a Lawletter Concursos entrega o que ninguém te mostra:
Editais que realmente importam (e os que não valem seu tempo);
A matemática real do concurso (candidatos por vaga, tempo, retorno);
Situações reais de quem estuda trabalhando;
Um prompt de IA pronto para melhorar seu estudo no mesmo dia
Sem motivação vazia. Sem fórmula mágica. Só estratégia aplicada à vida real.
Enquanto uns acumulam PDFs, outros tomam decisões melhores.
Inscreva-se gratuitamente e receba toda quarta, às 8h.

DIREITO PROCESSUAL PENAL
STJ: bens fora do mandado judicial podem ser apreendidos se houver pertinência com a investigação
A 5ª Turma do STJ decidiu que a apreensão de bens não descritos expressamente no mandado de busca e apreensão não gera nulidade da diligência, desde que os objetos guardem nexo de pertinência com a investigação e a medida seja posteriormente validada pelo juízo. | ![]() Créditos da imagem: Freepik |
O caso envolvia suspeita de crimes financeiros. A tese da defesa era de que a apreensão de bens não listados configuraria fishing expedition. O STJ afastou o argumento, mas impôs condição: a pertinência deve ser demonstrada e o juízo precisa validar a apreensão a posteriori. Não há carta branca para apreensões ilimitadas.

DIREITO CONSTITUCIONAL / PODER JUDICIÁRIO
Jorge Messias vai ao Senado disputar uma cadeira no STF

Créditos da imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sabatina hoje (29) Jorge Messias, Advogado-Geral da União (AGU), indicado para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Também estão na pauta as sabatinas de Margareth Rodrigues Costa (indicada ao TST) e Tarcijany Linhares Aguiar Machado (indicada à chefia da DPU).
Messias é doutor em direito pela Universidade de Brasília, professor universitário e autor de livros jurídicos. Desde 2023, lidera a AGU com foco em acordos judiciais e extrajudiciais que reduziram litígios e fortaleceram a segurança jurídica. Participou de casos emblemáticos como o Novo Acordo do Rio Doce (reparações pela barragem de Fundão) e o Acordo de Alcântara (conflito territorial de 40 anos com quilombolas).
O relator da indicação, senador Weverton (PDT-MA), afirma que Messias já reúne os 41 votos necessários para aprovação. Mas há resistência. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a indicação nas redes sociais, afirmando que o Senado "não pode colocar alguém no Supremo que atuou politicamente para censurar adversários do governo". Para Marinho, a indicação "aprofunda o aparelhamento do Estado e ameaça o equilíbrio entre os Poderes".
A votação na CCJ é secreta. Se aprovado, Messias segue para votação no Plenário do Senado, também com voto secreto, onde precisa de pelo menos 41 dos 81 senadores. Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a votação em Plenário pode ocorrer ainda hoje, logo após a CCJ.
🎥 Acompanhe toda a cobertura no Instagram da Lawletter. Segue a gente lá para não perder nada! @law.letter

APRESENTADO POR LAWGIE
O futuro da advocacia não espera, ele é construído por quem está aberto à inovação.
A Lawgie é a IA jurídica de alta assertividade para escritórios que não abrem mão de rigor técnico, precisão argumentativa e produtividade real. Aqui, você não recebe respostas genéricas — você constrói peças com jurisprudência real e inteligência estratégica aplicada.
Teste a Lawgie por 7 dias (sem nenhum custo) e concorra a 1 ingresso para um dos maiores eventos de inovação do direito, o AB2L Lawtech Experience 2026!
Quem domina a tecnologia, domina o jogo jurídico.

DIREITO DO TRABALHO / ACIDENTE DE TRABALHO
TST majora indenização de marinheiro para R$ 100 mil por falha no dever de socorro
Créditos da imagem: Ministério da Defesa | O TST majorou para R$ 100 mil a indenização devida à família de um marinheiro que faleceu após uma queda a bordo de um navio-tanque. O agravamento da condenação decorreu do reconhecimento de falha grave no dever de socorro: o trabalhador só recebeu atendimento médico adequado três dias após o acidente. |
A decisão reforça que a responsabilidade patronal não se limita à prevenção de acidentes. O empregador tem obrigação de prestar assistência imediata e eficaz, especialmente em áreas remotas onde o acesso a serviços de saúde é limitado pela natureza da atividade.
📋 Para o advogado trabalhista: o retardo no socorro qualificou o dano e elevou substancialmente a condenação. Em causas envolvendo trabalho embarcado ou em localidades remotas, documentar o protocolo de atendimento de emergência e o tempo de resposta é elemento central tanto para a defesa patronal quanto para a construção da tese indenizatória da vítima.


O TRT da 13ª Região suspendeu perícia no algoritmo do iFood em reclamação trabalhista, ao reconhecer risco de dano irreversível ao segredo empresarial e à propriedade intelectual. A decisão entendeu que a simples exposição do código-fonte já seria suficiente para comprometer informação sigilosa e o diferencial competitivo da empresa. O caso reforça a tensão entre produção de prova e proteção de ativos intangíveis.
A 3ª Turma do STJ iniciou julgamento sobre a possibilidade de inclusão de SPEs em recuperação judicial, e o relator votou contra essa extensão. O entendimento é de que a SPE possui função própria de segregação patrimonial, organização de riscos e execução de projeto específico, o que afasta sua assimilação automática ao processo recuperacional do grupo. O julgamento foi suspenso por pedido de vista.
A 2ª Seção do STJ começou a julgar, sob o rito dos repetitivos, se débitos condominiais anteriores ao pedido de recuperação judicial devem se submeter ao plano. O relator votou pela natureza concursal desses créditos, com base no critério temporal do art. 49 da Lei 11.101/2005, e não apenas na natureza propter rem da obrigação. A definição pode trazer impacto relevante para recuperações envolvendo ativos imobiliários.

LL INSIGHTS
🔍 As principais análises do dia:
📄 SPE, recuperação judicial e o limite da preservação da empresa O STJ volta a discutir os limites da recuperação judicial para sociedades de propósito específico, e o ponto central não é apenas recuperacional: é societário, patrimonial e econômico. Leia na íntegra.
📄 Defensivos agrícolas e benefícios fiscais: o que o STF decidiu O STF entende que benefícios fiscais aos defensivos agrícolas não violam o direito à saúde nem o meio ambiente equilibrado, em razão do controle regulatório exercido por Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama. Leia na íntegra.
📲 Quem escreve aparece. Quem aparece é lembrado. Publique sua análise ou artigo em nosso portal!

DIREITO ADMINISTRATIVO / DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
Concurseira com Parkinson é reinserida em concurso após eliminação baseada em lei inconstitucional
O 1º Juizado Especial de Fazenda Pública do Rio de Janeiro anulou a eliminação de uma candidata com doença de Parkinson em concurso da PGE-RJ. A banca Cebraspe havia indeferido seu enquadramento como pessoa com deficiência com base em lei estadual que restringe doenças degenerativas, norma já declarada inconstitucional pelo TJ-RJ.
A magistrada aplicou a teoria dos motivos determinantes: ato administrativo baseado em norma com vício de constitucionalidade é nulo desde a origem, independentemente da boa-fé do agente que o praticou. A candidata foi mantida na disputa pelas vagas reservadas a PCD. | ![]() Créditos da imagem: Freepik |
📋 O que você deve guardar: a teoria dos motivos determinantes vincula a validade do ato ao fundamento jurídico invocado. Se o motivo é inválido, por inconstitucionalidade da norma ou erro fático, o ato cai junto. Em concursos com exclusões de PCD, verificar a constitucionalidade da legislação estadual aplicada pela banca é passo obrigatório antes de qualquer impugnação.

PARA QUEM TEM APENAS 1 MINUTO ⌛
Express do dia ☕
🎤 Juíza condena comentarista de rádio por ofensa a jornalista negra. Paula Schmitt, ex-comentarista da Jovem Pan, foi condenada a pagar R$ 8 mil à jornalista Basília Rodrigues (CNN Brasil) por ofensas racistas proferidas ao vivo. A liberdade de expressão não ampara manifestações discriminatórias que afetam a honra profissional. Leia completo.
📋 Sindicato não pode receber valores devidos a trabalhadora sem procuração. O TST definiu que a atuação do sindicato como substituto processual não confere automaticamente poderes para receber valores pecuniários. Para levantamento de quantias, exige-se procuração com poderes específicos. Leia completo.
🏭 Siderúrgica indenizará técnico com invalidez permanente após acidente. O TST manteve condenação de siderúrgica a indenizar técnico de 22 anos que sofreu invalidez permanente por esmagamento de bacia e pernas. A decisão reforça a responsabilidade objetiva de empresas de atividades de risco. Leia completo.

🧠 Hora de testar os conhecimentos!
Malafaia no STF, bens fora do mandado, falha no socorro e concurseira com Parkinson. Quatro temas que saíram hoje. Você consegue gabaritar o quiz?

📩 A gente se encontra de novo amanhã, às 6h!
Um resumo direto, certeiro e que cabe no seu café da manhã.
Até amanhã! 👊



