🚔 ramagem preso nos eua

e a omissão que custou R$ 10 mil e dois registros de paternidade

14/04/2026
terça-feira

bom dia. trump quis dar um enquadramento ao papa, o papa não aceitou o despacho e os dois protagonizaram o tipo de conflito institucional que todo operador do direito reconhece: cada lado convicto de que a última palavra é sua por prerrogativa. faltou só alguém pedir vista.

🎙️ EPISÓDIO NOVO NO AR! 

NA PAUTA DE HOJE…

🚔 Ramagem é preso nos EUA pelo ICE após fugir de condenação do STF

⚖️ TST valida rescisão de advogada grávida sem assistência sindical

👨‍👧 Mulher é condenada a indenizar ex-companheiro após omitir paternidade biológica dos filhos

📋 STJ vai definir quando empresa tem direito à Justiça gratuita

🎰 Banco e sócio de bet ilegal respondem solidariamente por golpe a apostador

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DIREITO PENAL / CONSTITUCIONAL

Ramagem é preso nos EUA pelo ICE após fugir de condenação do STF

Créditos da imagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Foragido desde setembro de 2025, o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi preso nesta segunda-feira (13) em Orlando, na Flórida, pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA, o ICE.

A prisão foi por questões imigratórias, não por pedido formal de extradição. A Polícia Federal confirmou a detenção e o Ministério da Justiça aguarda mais detalhes para definir o caminho: extradição ou deportação.

Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos, um mês e 15 dias de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado de Direito e golpe de Estado, junto com outros réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pena nunca começou a ser cumprida porque ele fugiu antes.

Em novembro de 2025, após o trânsito em julgado, o ministro Alexandre de Moraes determinou a perda do mandato. Em dezembro, retomou a ação penal contra Ramagem por crimes supostamente praticados após a diplomação; entre eles, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado nos atos do 8 de janeiro.

A questão central agora é jurídica: extradição exige tratado e processo formal. Deportação é mais rápida, mas depende da discricionariedade americana.

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DIREITO DO TRABALHO

TST valida rescisão de advogada grávida sem assistência sindical

Uma advogada grávida rescindiu o contrato com uma fabricante de eletrodomésticos mediante acordo extrajudicial: renunciou à estabilidade gestacional e recebeu R$ 321 mil de indenização, além de plano de saúde para ela e o bebê por cinco meses após o parto.

Créditos da imagem: Freepik

O juízo de primeiro grau recusou homologar o acordo por entender que a estabilidade é direito irrenunciável e que a assistência sindical seria obrigatória. O TRT-2 manteve a recusa. A empresa recorreu ao TST.

A 7ª Turma do TST, por maioria, homologou o acordo. O relator, ministro Agra Belmonte, aplicou o conceito de hipersuficiente introduzido pela reforma trabalhista: a advogada tinha nível superior, último salário de R$ 18 mil e atuou em causa própria no processo. Ou seja, sabia exatamente o que estava negociando.

O valor recebido foi superior ao que ela obteria numa reclamação trabalhista convencional. Sem evidência de vício de consentimento ou fraude, o colegiado entendeu que cabe ao juiz apenas verificar a regularidade formal do acordo, não restringir seus efeitos quando não há abuso.

Ficou vencido o ministro Cláudio Brandão, que entendeu que a estabilidade também protege a criança e não poderia ser objeto de renúncia.

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Hipersuficiente: categoria criada pela reforma trabalhista (Lei 13.467/2017) para o trabalhador com diploma de nível superior e salário igual ou superior a duas vezes o teto do INSS. Para esse profissional, a CLT permite negociação direta com o empregador com força de lei, sem necessidade de assistência sindical.

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🔍 As principais análises do dia:

📄 O CNJ já está descumprindo a decisão do STF sobre os penduricalhos A Resolução Conjunta nº 14/2026, aprovada por CNJ e CNMP em 9 de abril, deveria regulamentar a tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal em 25 de março. Em vez disso, criou verbas não autorizadas, reintroduziu auxílios expressamente extintos e retirou parcelas do limite de 35% que a Corte havia imposto. O órgão que deveria uniformizar o cumprimento da decisão está, na prática, reescrevendo-a. Leia na íntegra.

por Francisco Braga

📄 O que ninguém está medindo no direito de família e por que isso importa agora Estudo revela que profissionais do direito de família sofrem impacto emocional e operacional significativo pela exposição contínua a conteúdo sensível. Leia na íntegra.

por Cler Ribeiro

📄 Como combater a pirataria digital e proteger seu conteúdo Pirataria digital viola direitos autorais e pode gerar sanções civis e penais. Saiba como identificar, denunciar e proteger seu conteúdo. Leia na íntegra

por Camila Betanin

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DIREITO DE FAMÍLIA / CIVIL

Mulher é condenada a indenizar ex-companheiro após omitir paternidade biológica dos filhos

Créditos da imagem: Migalhas

Durante a união estável, ele registrou dois filhos como seus. Só soube que não era o pai biológico depois que a relação terminou, quando a ex-companheira se casou com o homem com quem mantinha um relacionamento paralelo.

Um exame de DNA em ação de retificação de registro civil de uma das filhas revelou a verdade. O homem então pediu o mesmo exame para o outro filho. O resultado foi o mesmo.

A 3ª Câmara de Direito Privado do TJ/SP condenou a mulher ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais. O relator, desembargador Mario Chiuvite Júnior, foi direto: o homem registrou os filhos sob legítima confiança decorrente do vínculo afetivo. A omissão da ex-companheira sobre a verdade biológica violou os deveres de lealdade e boa-fé inerentes à união estável.

A lesão foi dupla: à honra subjetiva e à frustração do projeto de paternidade. A decisão foi unânime.

A omissão consciente sobre a paternidade biológica configura ato ilícito indenizável, independentemente do vínculo socioafetivo que possa ter se formado.

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DIREITO PROCESSUAL CIVIL

STJ vai definir quando empresa tem direito à Justiça gratuita

Créditos da imagem: Gustavo Lima/STJ

Pessoa jurídica pode ter acesso ao Judiciário sem pagar custas… mas como provar que não tem condições? Essa é a pergunta que a Corte Especial do STJ vai responder em julgamento de recursos repetitivos sob relatoria do ministro Luis Felipe Salomão.

Alguns tribunais aceitam a simples apresentação da DCTF (declaração mensal entregue à Receita Federal) como prova de inatividade ou queda de faturamento. Outros entendem que a empresa também precisa demonstrar ausência de bens e ativos financeiros.

A Súmula 481 do STJ já diz que pessoa jurídica pode ter o benefício se demonstrar impossibilidade de arcar com os encargos processuais. O problema é que "demonstrar" não tem critério uniforme, e os TRFs e as próprias turmas do STJ têm decidido de formas diferentes.

A tese vinculante vai encerrar essa divergência. Entidades como OAB, AGU, Defensoria Pública da União e Idec poderão atuar como amici curiae.

O tema interessa a qualquer advogado que já precisou (ou precisará) pedir gratuidade de Justiça para um cliente empresarial.

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Amici curiae: são terceiros (pessoas físicas, órgãos ou entidades) que ingressam em um processo judicial para fornecer subsídios técnicos e jurídicos, auxiliando o tribunal em casos relevantes, complexos ou de grande impacto social.

DIREITO DO CONSUMIDOR / DIGITAL

Banco e sócio de bet ilegal respondem solidariamente por golpe a apostador

Créditos da imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Um consumidor apostou em uma plataforma online, acumulou R$ 1.200 de saldo e não conseguiu sacar. Para liberar o dinheiro, a plataforma exigiu depósitos adicionais via Pix, que ele fez. O saque nunca veio.

A empresa não tinha autorização para operar no Brasil. O banco, por sua vez, mantinha a conta usada para receber os valores sem qualquer controle sobre a natureza da atividade.

A 15ª Câmara de Direito Privado do TJ/SP condenou banco e sócio solidariamente. Para o colegiado, a fraude não é fortuito externo, é fortuito interno, inerente ao risco da atividade bancária. A instituição integra a cadeia de fornecimento ao viabilizar a infraestrutura de pagamentos e tem dever de diligência sobre as contas que mantém, especialmente quando há movimentações suspeitas recorrentes.

O sócio foi atingido pela teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica do CDC: empresa ilícita + obstáculo ao ressarcimento = responsabilidade pessoal.

Danos morais foram afastados, e o abalo ficou na esfera patrimonial, sem violação grave à personalidade.

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Fortuito interno: evento imprevisível que ocorre dentro da atividade ou do risco assumido pelo fornecedor, e por isso não afasta sua responsabilidade.

PARA QUEM TEM APENAS 1 MINUTO ⌛

Express do dia

⚖️ TJ-SP mantém condenação de R$ 10 mil por uso não autorizado da marca "Tião Carreiro" em anúncio de botas. O Dano moral de pessoa jurídica por uso indevido de marca é presumido, in re ipsa. Leia completo.

🏛️ STF limita fiscalização do TCU sobre agências reguladoras. 2ª Turma anula acórdão que proibiu taxa portuária: TCU não pode substituir a Antaq em decisões técnicas. Leia completo.

🚪 TJ-MT mantém prisão em tráfico após entrada sem mandado. Denúncias reiteradas, monitoramento prévio e compra confirmada no imóvel configuram flagrante em crime permanente. Leia completo.

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