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📵 facebook é condenado novamente
e a licença-paternidade que a imprensa não te explicou direito
10/04/2026
sexta-feira
bom dia. a imprensa resumiu a nova lei da licença-paternidade em uma frase: "passa a ser de 20 dias". mas como a lawletter não se contenta com explicações simplificadas, fomos atrás de um especialista no assunto. e o que ele falou muda bastante a leitura…
🎙️ EPISÓDIO NOVO NO AR!

NA PAUTA DE HOJE…
📵 Facebook some com os dados de uma adolescente e paga o preço
💬 Demissão por WhatsApp não gera dano moral, decide TRT-4
👶 Nova lei de licença-paternidade: o que a imprensa não te contou
🗳️ STF suspende julgamento das eleições no Rio (com o placar em 4 a 1)
⚖️ TSE troca de comando às vésperas das eleições, e herda a briga contra deepfakes
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DIREITO DIGITAL / CONSUMIDOR
Facebook descumpre ordem judicial e é condenado a pagar R$ 20 mil a adolescente vítima de ato ilícito

Créditos da imagem: Canva
Uma adolescente da Bahia conseguiu na Justiça a condenação do Facebook ao pagamento de R$ 20 mil após a plataforma descumprir ordem judicial que determinava a entrega de dados de identificação de usuários responsáveis por atos ilícitos praticados contra ela.
A ação foi ajuizada para produção antecipada de provas; mecanismo usado para preservar evidências antes de uma ação principal. O juízo deferiu a tutela de urgência e determinou que o Facebook entregasse os dados sob pena de multa. A plataforma alegou impossibilidade técnica: afirmou não ter localizado nenhum dado vinculado ao usuário investigado.
Diante do descumprimento, o juiz Rafael Barbosa da Cunha, da 1ª Vara de Jequié/BA, entendeu que a falha do Facebook na guarda dos dados causou à adolescente a perda da chance probatória, já que ela perdeu a possibilidade de identificar e responsabilizar o autor do ilícito. A indenização de R$ 20 mil levou em conta a gravidade da conduta, o poder econômico da empresa e o caráter pedagógico da medida.
O MP atuou no processo como custos legis, fiscal da lei em casos que envolvem interesse de menores. O processo corre em segredo de justiça.

APRESENTADO POR LAWLETTER
Faltam 3 dias. As vagas estão acabando.
O workshop Como Transformar Notícias Jurídicas em Autoridade começa na segunda-feira.
Quem está nessa lista e ainda não entrou está a um clique de perder a janela. Próxima turma não tem data.

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DIREITO DO TRABALHO
Demissão por WhatsApp não gera dano moral, decide TRT-4
Uma auxiliar administrativa foi informada pelo WhatsApp de que seu contrato não seria renovado. Ajuizou ação pedindo indenização por danos morais, alegando que a forma da comunicação foi "vexatória e desrespeitosa". A 7ª Turma do TRT da 4ª Região negou o pedido, por unanimidade. | ![]() Créditos da imagem: Freepik |
Para o colegiado, a dispensa por mensagem de texto é um dissabor inerente à dinâmica moderna das relações de trabalho, insuficiente para configurar lesão extrapatrimonial. A relatora, juíza convocada Ana Ilca Harter Saalfeld, foi direta: a comunicação eletrônica pode ser pouco cortês, mas não extrapola o poder diretivo do empregador nem configura abuso de direito.
A trabalhadora também não apresentou elementos objetivos que demonstrassem abalo psicológico, prejuízo à imagem ou violação de direitos de personalidade; requisitos que a jurisprudência exige para a condenação por dano moral.
O tomador de serviços, um ente público, foi mantido como responsável subsidiário pela dívida rescisória.

LL INSIGHT
🔍 As principais análises do dia:
📄 14 anos de prisão por um Pix de R$ 500: a proporcionalidade como limite que o STF esqueceu Um empresário de 70 anos, sem presença nos atos de 8 de janeiro, sem vínculo comprovado com qualquer plano de depredação, recebeu pena equivalente à de quem invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes. A pergunta não é emocional. É técnica: onde está o critério? Leia na íntegra.
📄 Penduricalhos: o que o STF decidiu, o que pode ser pago e o que muda a partir de maio Em julgamento histórico, o Supremo fixou tese de repercussão geral que reorganiza o regime remuneratório da magistratura e do MP, limita verbas indenizatórias a 35% do subsídio, cria adicional por tempo de serviço de até 35% e define que honorários da advocacia pública têm natureza pública. Leia na íntegra.
📄 Administração Pública Digital: direito administrativo em releitura O direito administrativo revisitado à luz da digitalização em Administração Pública Digital, de José Faleiros: o que mudou com a Lei de Governo Digital e o que ainda está em construção. Leia na íntegra.
📲 Quem escreve aparece. Quem aparece é lembrado. Publique sua análise ou artigo no nosso Portal.

DIREITO DO TRABALHO / PREVIDENCIÁRIO
Nova lei de licença-paternidade: o que as manchetes não explicaram
A Lei 15.371/2026 foi resumida por boa parte da imprensa em uma frase: "licença-paternidade passa a ser de 20 dias." O problema é que essa frase está incompleta…

Créditos da imagem: Sarah Nunez/Agência Senado
A lei só entra em vigor em 1º de janeiro de 2027. Até lá, o prazo atual de 5 dias continua valendo. Quando passar a produzir efeitos, a ampliação será gradual: 10 dias em 2027, 15 em 2028 e 20 em 2029, sendo que esse último patamar depende do cumprimento de metas fiscais previstas na própria lei.
Além do prazo, a lei cria o salário-paternidade no âmbito da Previdência Social. Para o empregado CLT, a remuneração é integral e paga pela empresa, com compensação posterior junto à Previdência. Durante o afastamento, é proibido exercer qualquer atividade remunerada: o período é de corresponsabilidade parental, não de folga.
O art. 4º veda a dispensa arbitrária entre o início da licença e um mês após o término. Se a rescisão ocorrer depois da comunicação ao empregador e antes do início do gozo, o período será indenizado em dobro. É aí que a judicialização tende a aparecer: a lei não distingue claramente entre a dispensa que frustra o benefício e a dispensa motivada por reestruturação anterior à comunicação.
O que você deve guardar: a licença-paternidade ainda não mudou, e a imprensa não está contando metade da história. O professor Breno Lenza Cardoso analisou para a Lawletter o que a lei realmente redesenha em matéria de trabalho, Previdência e contencioso. Vale a leitura completa no portal.

DIREITO CONSTITUCIONAL / ELEITORAL
STF: placar é 4 a 1 por eleições indiretas no Rio, mas Dino pede vista
![]() Créditos da imagem: Luiz Silveira/STF | O julgamento no STF sobre o formato das eleições para o mandato-tampão do governo do Rio foi suspenso nesta quinta-feira após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Antes da interrupção, o placar parcial ficou em 4 a 1 favorável às eleições indiretas. |
O único voto pelas diretas é do relator Cristiano Zanin, que entende que a renúncia de Cláudio Castro foi uma manobra para evitar a cassação — o que tornaria a vacância de origem eleitoral e exigiria voto popular. Luiz Fux abriu a divergência e foi acompanhado por André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia, todos entendendo que a renúncia foi legítima e que não cabe eleição direta.
Dino condicionou a continuidade do julgamento à publicação do acórdão do TSE que cassou Castro, documento ainda pendente. Cármen Lúcia sinalizou que ele será divulgado com prioridade.
O placar parcial aponta para eleições indiretas, mas o julgamento não está encerrado. Zanin ainda pode formar maioria, dependendo dos votos que faltam e do que o acórdão do TSE vai revelar.
Esta é a continuação do julgamento noticiado na edição de ontem.

DIREITO ELEITORAL
TSE adianta eleição interna e abre transição para 2026

Créditos da imagem: Antônio Augusto/STF
A ministra Cármen Lúcia marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição que escolherá os novos presidente e vice-presidente do TSE. O anúncio foi feito ao final da sessão plenária desta quinta-feira.
A antecipação tem razão prática: em 3 de junho restariam pouco mais de 100 dias para o pleito, e a mudança tardia de comando compromete o planejamento logístico junto aos Tribunais Regionais Eleitorais. A ministra quis evitar isso.
O ministro Nunes Marques assumirá a presidência e comandará o tribunal nas Eleições 2026. A data da posse será anunciada até o fim de maio. A vice-presidência ficará com o ministro André Mendonça.
Entre as diretrizes que o sucessor herda está a resolução aprovada em março contra o uso indevido de inteligência artificial no conteúdo eleitoral, com proibição expressa de deepfakes.
Você se interessou pelo tema? A Lawletter apurou como vídeos e áudios fabricados podem influenciar o debate público, e por que a resposta jurídica costuma chegar tarde demais. Clique no card para conferir.

PARA QUEM TEM APENAS 1 MINUTO ⌛
Express do dia ☕
👨👧 TJ/SC admite multa de R$ 200/dia contra pai que descumprir visitas à filha. Câmara reconheceu descumprimento de regime de visitas como obrigação de fazer. Leia completo.
🏛️ OAB mobiliza seccionais para Conferência Nacional dos ODS. Ofícios do CFOAB orientam as 27 seccionais a realizarem etapas preparatórias até maio. Etapa nacional ocorre em Brasília em junho. Leia completo.
⚖️ Sabatina de Jorge Messias para o STF marcada para o dia 29. CCJ do Senado analisa o relatório na quarta (15). Relator prevê aprovação favorável no Plenário. Leia completo.

🧐 Hora de testar se você leu com atenção

Giphy
Deepfakes, licença-paternidade, demissão por WhatsApp, eleições no Rio e Facebook que some com os dados. Será que você leu tudo com atenção?

📩 A gente se encontra de novo amanhã, às 7h!
Porque até no sábado, você precisa estar bem informado.
Até lá! 👊




